Quistos Sinoviais da Coluna Lombar
Quistos que se formam nas articulações facetárias da coluna lombar e podem comprimir os nervos, provocando dor lombar ou ciática — o que são, sintomas, diagnóstico por ressonância magnética e opções de tratamento.
Em resumo — Os quistos sinoviais lombares são pequenas bolsas de líquido que se formam junto às articulações facetárias, visíveis na ressonância magnética, e podem comprimir uma raiz nervosa e provocar ciática (radiculalgia). Distinguem-se dos quistos de Tarlov pela localização e origem. Em casos selecionados, a aspiração/rotura percutânea guiada por imagem é uma alternativa à cirurgia.
O que é
Os quistos sinoviais são pequenas bolsas de líquido que se desenvolvem a partir das articulações facetárias da coluna, na sequência do seu desgaste (artrose facetária). Localizam-se sobretudo na região lombar e, quando crescem para dentro do canal vertebral, podem comprimir o saco dural ou uma raiz nervosa, provocando dor lombar, dor irradiada para a perna (ciática ou radiculalgia), formigueiro ou dormência, ou claudicação neurogénica — dor nas pernas ao caminhar que alivia ao sentar. A ressonância magnética é o exame principal: permite identificar o quisto, avaliar a compressão e distingui-lo de outras causas de ciática, como a hérnia discal; a TC complementar ajuda a caracterizar a articulação facetária associada. Não devem ser confundidos com os quistos de Tarlov, que são dilatações das bainhas das raízes nervosas localizadas no sacro — uma entidade diferente, com abordagem distinta.
Sintomas frequentes
- Dor lombar persistente, frequentemente associada a artrose facetária
- Dor irradiada para a nádega ou a perna (ciática)
- Dor ou peso nas pernas ao caminhar ou estar de pé, que alivia ao sentar (claudicação neurogénica)
- Formigueiro ou dormência num membro inferior
- Alívio relativo ao fletir o tronco para a frente
Como se trata
O tratamento inicial é conservador. Quando a dor persiste, o Dr. Miguel Cordeiro realiza a aspiração do quisto sinovial guiada por TC — um procedimento percutâneo em que, com orientação contínua por tomografia computorizada, uma agulha fina é posicionada no interior do quisto para aspirar o seu conteúdo e, quando indicado, injetar um anti-inflamatório, podendo também tratar-se a articulação facetária associada. É realizado em ambulatório, com anestesia local, sem cirurgia aberta. A cirurgia fica reservada para casos selecionados que não respondem às opções minimamente invasivas.
Recuperação
Procedimento em regime de ambulatório, com alta no próprio dia. O regresso às atividades habituais ocorre, habitualmente, em poucos dias.
Perguntas frequentes
Fontes científicas
Revisto clinicamente por Dr. Miguel Cordeiro, Neurorradiologista.